quarta-feira, 8 de junho de 2016

15-01-2016


3 comentários:

Dorotea disse...

Oi, eu acompanho seu trabalho há vários anos, e você me ensinou muita coisa, me mostrou muita coisa que eu não consegui ver sozinho. Eu acho que solidariedade exige privilégio e caráter, você tem de ser forte o bastante pra cuidar do teu e do dos outros, jesus podia oferecer a outra face porque ele era filho de deus, sendo que cuidar do teu já é difícil, e o que eu vejo na estrutura atual das coisas, é que é muito complicado adquirir esse privilégio sendo solidário. Porque solidariedade é arrogância, é se considerar forte o bastante pra ajudar o outro, que esta competindo com você por recursos. Em uma sociedade onde cada um cuida do seu, egoísmo não é uma conveniência, é uma necessidade. Em um mundo onde tudo se resolve com dinheiro, a única via lógica é produzir valor de forma eficiente, e pela natureza do mercado, produzir valor de forma eficiente significa depreciar o que já existe, o que fica escondido através de camadas de abstração em escalas maiores, em uma sociedade monetária, não se cria valor sem tirá-lo de alguém. Eu não acho que a natureza humana seja egoísta, porque as pessoas se esforçam em criar racionalizações pra justificar seus atos egoístas, mas a natureza da sociedade moderna é egoísta, competitiva. Então eu acho ofensivo esse idealismo, acaba sendo apenas um peso nas costas de quem tem consciência e uma vantagem pra quem não tem, porque esse idealismo acaba sendo conivente com a perpetuação de uma estrutura absurda. Eu respeito você e acredito que seja muito mais esperto que eu, então te peço, por favor, que me elucide, que me mostre como as medidas paliativas que se tomam por solidariedade são algo bom e não apenas evidência de uma sociedade hipócrita.

Laerte Coutinho disse...

Dorotea, se você quisesse mesmo trocar ideia (não “elucido” ninguém), deixaria um endereço, uma mídia qualquer pra isso acontecer. Como parece que só quer deitar sua falação e seguir em frente, boa viagem.

Dorotea disse...
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