domingo, 20 de julho de 2014

INCITAÇÃO À VIOLÊNCIA

Eu ia deixar pra lá, mas resolvi desabafar. Um “anônimo” ou “anônima” (o sistema não dá margem à flexão, acho) me acusa de incitar a violência, num comentário à tira 7, do dia 19/6. Esse tipo de crítica não é crítica, é uma incitação à censura. Não consigo entender como alguém que afirma que ama meu trabalho desde a adolescência acha, hoje, que essa história é uma “incitação à violência”. Não leu nada, não viu nada, não pensou nada.
*****************
A anônima (sempre anônima) pergunta como pode um comentário censurar, já que não tem “poder”. Ainda bem que o dela não tem. Mas o que eu disse foi que ela incita à censura, não que exerça.
Ela não lê, não adianta.

37 comentários:

Anónimo disse...

Fui lá ver o comentário - completamente ridículo. Pra mim, uma coisa é clara: o seu trabalho só incita a reflexão e o senso de humor. O que não é pouco!
Um grande abraço

Hugo Eustáquio disse...

Ah, a internet está cheia de "troladores"... É quase a cultura do 3º milênio...

Anónimo disse...

Antes, os idiotas apenas não entendiam. Agora, reclamam. Não esquenta.

Anónimo disse...

Laerte, sou o anônimo que você está acusando de censura. Não estou tentando censurar você, não tenho poder para tanto. Estou apenas decepcionada.

Sabia que mulheres que questionam o transativismo têm sido atacadas, ameaçadas de estupro e até de morte, aqui e nos EUA, por questionarem aspectos da militância? Sabia que transativistas cercam espaços exclusivamente femininos nos EUA e Europa para obrigar mulheres, especialmente as lésbicas, a aceitá-los lá dentro? Sabia que acusam lésbicas que se recusam a se relacionar sexualmente com mulheres trans de transfobia, numa ação que se assemelha muito ao estupro corretivo.

Então será que pode imaginar como no contexto atual essa sua sequência de tirinhas é cruel e insensível?

Antes de acusar os outros de censura procure entender o contexto das críticas que está recebendo.

Anónimo disse...

Como um comentário anônimo poderia censurar um cartunista conhecido nacionalmente? Nunca saberemos.

Anónimo disse...

laerte, deixa de ser ridiculo, como um comentario num blog pode CENSURAR alguem? voce sabe muito bem que censura envolve PODER, e trabalhos artisticos nao estao isentos de CRITICAS.

me admira voce, um homem que sempre criticou comediantes que apelavam pra 'liberdade de expressao' para ridicularizar os outros se comportar da mesma maneira.

admita o seu erro. voce fez uma tirinha em que um garoto cogita matar uma garota só pq ela discorda da visao de mundo dele. ele pondera sobre varios metodos para mata-la com requintes de crueldade. isso é coisa de homem psicopata, incita sim violencia contra mulher. nao é humor, homens de fato MATAM outras pessoas por elas discordarem deles, pq homens acham que podem dispor da vida alheia e que sua palavra é lei.

é extremamente decepcionante ver que artistas que a gente admira fazem uma bosta dessa e ainda se sentem na razao por orgulho ferido. ponha a mao na consciencia

Anónimo disse...

Gente!
Um MENINO (criança!), amigo da outra criança travesti, tem fantasias (infantis e OBVIAMENTE tolas) de matar a outra criança intolerante. Aí está um ponto chave que dá graça à essa mini-série de tiras: a "solução" é extrema (e absurda), mas o menino também entende a enormidade do risco da criança travesti em ser "descoberta" no mundo em que vivemos. Enquanto isso, a travesti busca uma solução mais conciliadora. É bonitinho!
Já dizia Oscar Wilde, em outras palavras: arte é símbolo; quem tentar decifrar, vai por sua conta e risco. Não levem a coisa pro lado literal! Contemplem, e sonhem...

Sara Enger disse...

Querida, continue procurando a liberdade nessa tua arte linda. Quem se sentir traído, que beba de outras fontes! Amo, beijas!

Anónimo disse...

...sempre achei um absurdo "Crime e Castigo"!? Como continuam a ler este livro?! Nojo! Dostoiévski não colocou a mão na consciência. Cruel e insensível.

Laerte disse...

“não tenho poder para tanto” - e faço votos pra que nunca tenha. Você é uma censora nata, autoritária e manipuladora. Não se conforma com aquilo que escapa ou desafia o seu controle. Olha aí o que você está fazendo - trazendo para a discussão COMIGO fatos de outras esferas. Tenta enredar na mesma “trama”.
Tente VOCÊ entender - qualquer coisa. Você não está entendendo nada.

Laerte disse...

Incitação à censura. Em cada linha. E no anonimato.

Laerte disse...

Críticas eu recebo desde sempre, censora anônima. Lido muito bem com elas, volto atrás em várias circunstâncias. Leia o que você escreve.

Humberto disse...

Esse argumento do anônimo é o argumento dos facistas, tirar qualquer coisa fora do contexto - daqui a pouco vão e chamar de petralha e de que a culpa das tuas tiras é da Dilma - o argumento do anônimo é o mesmo que li num comentário racista: "por que os países com mais negros possuem mais violência?" - a pergunta racista leva, com manipulação, à dedução de que negros e violência estão relacionados - da mesma forma colocar questões sobre violência perpretadas por pessoas trans e assim culpar todo o gênero. Os nazistas fizeram isso cm os judeus - Os Sionistas estão fazendo isso com os palestinos - A imprensa brasileira faz isso com os argentinos

Dois-Berto disse...

O humor d@ Laerte mudou muito - muito mesmo - não é o humor egocÊntrico do Angeli nem o humor otimista do Fernando Gonsales muito menos o humor pornográfico do Adão (adoro todos eles também) - o humor das tiras do Laerte, de um tempo pra cá, deu voltas que muitos dos seus fãs estão se sentindo como crianças sem o tutor para guiá-los - e é isso que aconteceu - Laerte chutou o balde - alguém que define radicamente (de raiz) o seu gênero que negava desde sua infância, define um humor que estava também lá guardado - um humor estranho aos machistas que seguiam o Laerte dos "3 amigos" ou os fundamentalistas que seguiam suas tiras do condomínio - acabou - Laerte mudou - mudamos com el@, ou ficamos no humor de outrora
- quanto à questão do menino querer matar a prima, acho bom sim abrir um debate - porém, lembrem-se que Tarantino é aclamado por todos pelo seu humor negro e mórbido, e do mesmo modo que é tratado com louvor, é tratado também com críticas e desprezo - não se pode agradar a todos -

Anónimo disse...

No começo achei que a anônima tinha viajado na maionese quando relacionou esse problema do transativismo nos EUA com a tirinha do Laerte. Mas depois o Laerte comecou a dar um chilique desproporcional: chegou até a chamar a anônima de censora, de uma forma bem ridícula, a la Danilo Gentili. Agora me pergunto se realmente a tirinha, no fundo, não era um pouco misógina mesmo.

Anónimo disse...

Não são só os fascistas que tiram as coisas do contexto, Humberto. As pessoas também se enganam, e acho que foi esse o caso da anônima. O fato de ela estar envolvida com casos de machismo por parte de ativistas trans deve ter influenciado o julgamento equivocado que ela fez da tirinha. Pena que o Laerte não sabe aceitar crítica. Se soubesse, podia ter esclarecido a situação pra anônima e todos iriam felizes pra casa. Mas, vai ver ele está lidando com muitos casos de feministas transfóbicas, ou sei lá o quê. Vai saber.

Anónimo disse...

É verdade, "não adianta", não adianta discutir com quem só usa ad hominem, Laerte. Que decepção.

Anónimo disse...

Mas, pelo menos, 2 comentários me fizeram rir mas do que qualquer tirinha.

A primeira, foi o "medo" do Laerte de que pessoas como a anônima "tomem o poder". Laerte Regina Duarte, hahahaha!

A segunda foi o Humberto colocando os argentinos como "oprimidos", ao lado dos judeus na Alemanha nazista e dos palestinos agora. Pobres hermanos, hahahaha!

Anónimo disse...

Laerte Regina Duarte

HAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHHAHAHAHAHAAHAHAHHAHAHAAHAH

O inventor da internet tem que ser canonizado.

Anónimo disse...

Laerte provando que é Homem que é Homem. Não larga o osso.

Laerte disse...

Quer saber? Acho que meu chilique foi desproporcional mesmo. E me pergunto porquê. Quer dizer, fora o óbvio - o desapontamento por constatar que não sou uma unanimidade total. Acho que fiquei irritada com o adendo insistente: “que decepção”. Leia-se: “você estava correta antes, vinha vindo bem, hoje está errada, perdeu o rumo”. Já ouvi isso de outras fontes, relativo a outras coisas que exprimi. É um juizo que me irrita por enquadrador e fechado.

Anónimo disse...

Consigo imaginar Rafinha Bastos dando o mesmo piti e elaborando a mesma justificativa que você, Laerte, daí a decepção.

Anónimo disse...

agora o laerte ta dizendo que a tirinha nao é misogina pq a menina q os garotos planejam matar é "TERF". a menina é uma "feminista radical" pq arrancou a peruca do amigo do irmao? obviamente ela andou lendo andrea dworkin HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Anónimo disse...

Só eu acho curioso que pessoa trans evoquem que apenas elas sabem o que é transfobia, afinal, são as oprimidas, mas quando mulheres "cis" apontam misoginia nos seus discursos sejam desautorizadas e chamadas de censuradoras etc?

Laerte disse...

Primeiro as trans misóginas, depois o Danilo Gentili, agora o rafinha Bastos…quanta gente você ainda vai usar de munição? E continua anônima.

Anónimo disse...

Revelar a identidade para alguém que não vê incitação de violência nas tirinhas criticadas? Não parece nem um pouco sábio. Além disso, acho que ninguém aqui quer parar na próxima edição da lista "TERF".

Anónimo disse...

Peraí, o menino que planeja matar uma menina é apenas uma criança agindo *ludicamente*, a menina que tira a peruca do outro e ameaça contar que ele não é uma menina é uma TERF? É isso mesmo, produção?

Laerte disse...

Quantas pessoas tem aqui usando “Anônimo”? Você não pode - em nome de um bom desenrolar do debate - usar um identificador qualquer? Não acredito que você tem medo de se identificar para a Regina Duarte.

Anónimo disse...

O que não estou entendendo, desde o princípio, é qual o vínculo pelo qual o(a) Anônimo(a)-que-não-gostou-das-tiras pode ler nessa historinha uma agressão ao movimento TERF.
Primeiro, acho que a coisa toda deveria ser pensada no contexto de que os personagens são crianças; há fantasias e há imaturidade. Tudo recomendaria uma leitura mais leve, até para se aproveitar a história.
Mas, mesmo com o arriscado salto interpretativo de considerar a historinha num contexto de seriedade plena, então, fica a pergunta: em que medida (se é que há uma) a personagem Mirela poderia ser vista como um "representante" do movimento TERF? Em outras palavras, que carapuça está servindo aí?
Afinal, o que tivemos foi uma personagem (Mirela) fazendo o seguinte:
a) tratando a Juliana por "esquisita" antes de cumprimentá-la (tira 4);
b) "acusando-a", em tom pejorativo, de ter roubado o vestido (tira 5);
c) impondo uma interpretação ("seu amigo finge que é menina" e agredindo Juliana ao arrancar a peruca (tira 6);
d) restringindo a liberdade de ir e vir de Juliana mediante ameaça e chantagem (tira 7);
e) repetindo ameaça e chantagem (tira 10);
f) repetindo ameaça e chantagem, além de usar expressões ofensivas (tira 11).
Com a opção deliberada de ler a tira tirando de foco a infantilidade dos personagens, o que temos é um comportamento de natureza detestável, que inclui inclusive a iniciativa da agressão, mas não especificamente vinculado a qualquer "movimento". Mirela adota aquela postura fóbica generalizada, obtusa e agressiva, comum de se ver eclodir por aí contra qualquer comportamento transgressor de estereotipos normativo, que organizam o mundo em "nós" e "eles". Um traço humano, demasiado humano, quiçá, mas que, deliberada ou inadvertidamente insuflado, só tem feito a humanidade trilhar um longo caminho de misérias ao longo de sua história.
Agora, pelo que entendi, esse movimento TERF, centrado nos EUA, tem por princípio recusar a extensão da categoria "mulher" para além do elemento genético-físico, e entende que o feminismo e o transativismo miram objetivos diferentes, em certos pontos até mesmo uma contrapostos. Daí haver querelas entre esses movimentos (mais uma vez no cenário específico dos EUA). Obviamente, quem está certo ou errado nessas questões é uma discussão séria, difícil, talvez, mas certamente incabível aqui.
Incabível tematicamente, geograficamente e até moralmente, em respeito a Laerte. É bom lembrar que esse espaço de comentários é anexo do blog que lhe pertence, portanto é seu, mantido na rede apenas por sua vontade. Somente por sua imensa gentileza e paciência desfrutamos de comentários sem moderação, que podem até mesmo critica-lo, nesse espaço que lhe pertence. Laerte, somente, teria direito de, aqui, censurar o que quisesse. O fato de não o fazer só conta em seu favor, e descredencia qualquer crítica que lhe acuse de autoritarismo.
A pergunta que fica, não necessariamente para ser respondida, mas para reflexão, é: o que o personagem Mirela tem que ver com o movimento TERF, e o que a história de Laerte tem que ver com as questões acima, de modo que alguém que fala em sua defesa tenha podido enxergar, na raiva de Binho e Juliana contra Mirela, um libelo do transativismo contra esse movimento? Não se teria ido muito longe, longe demais?
Porque se não, e se os vínculos existem, então seria mesmo possível deduzir que o movimento TERF de alguma forma endossa comportamentos como os da personagem Mirela. Que fique claro que não é isso que estou dizendo, nem é isso que eu acho. Sei muito pouco para achar alguma coisa, e não quero julgar a agenda de nenhum movimento. Mas... É o que fica parecendo se se insistir em que atitudes da personagem Mirela e sentimentos despertados contra ela são diretamente relacionados a atitudes e sentimentos relativos ao movimento TERF.
De minha parte, prefiro ler a sequencia toda como uma história lúdica, com humor e alguma tensão, sobre descobertas e conflitos juvenis relacionados à identidade e afetividade.

Escafandrista disse...

Trolador, TERF, estupro corretivo...

Não estou entendendo nada, mas estou aprendendo tanto...

Anónimo disse...

O seu comentário sobre o Medo da Regina Duarte foi mais engraçado que as tirinhas, Laerte, agora sim.

Fer. S. disse...

A interessantíssima ordem das trombadas:

1) As TERF estão sempre dizendo que não são transfóbicas, não são preconceituosas (do mesmo jeito que todo racista jura que não é racista e todo homofóbico jura que não é homofóbico e todo machista jura que não é machista).

2) Aparece a personagem Mirela nas tiras da Laerte. Mirela é transfóbica, preconceituosa, hostil, chantagista, cruel, etc. (Mas tudo dentro do contexto da história, que trata de crianças imaturas descobrindo o mundo e interagindo com situações interessantes, e dentro deste contexto, Mirela não é necessariamente uma vilã assim como as outras duas crianças não são necessariamente heróis. Isso é óbvio pela história isolada mas deveria ser muito mais óbvio pra quem diz ler Laerte desde a adolescência).

3) Nada sugere que Mirela seja feminista, muito menos feminista radical, nem TERF.

4) Aparece uma anônima para "defender" as TERF, reconhecendo na transfobia, na hostilidade, nas chantagens de Mirela... uma TERF.

Mas peraí, as TERF não eram não-transfóbicas?

5) Nesta defesa, a anônima passa de alguém que AMA Laerte DESDE A ADOLESCÊNCIA para alguém com VERGONHA, NOJO E HORROR.

6) Diz que quem exagera é a Laerte.

7) Diz que um dos comentários da Laerte foi mais engraçado que as tirinhas, "aí sim", como se as tirinhas fossem feitas pra ser exclusivamente engraçadas.

Observem.

Anónimo disse...

Anônimo josé
Laerte, adoro suas tirinhas da série "pequena travesti". Por favor, não pare de escreve-las!

Theo disse...

Laerte, pelas sua saúde, peço o óbvio: não leve tão a sério críticas e ataques feitos neste faroeste caboclo que é este limbo virtual em que passamos a passar parte de nossas vidas. Claro que os comentaristas do seu blog não são os do globo, mas mesmo assim...

Ricardo L. disse...

Laerte,

Produza, produza sempre mais. Sua obra já mostrou valer mais do que todas as palavras boas ou más que lançaram sobre ela. Na verdade, as pessoas normalmente nem sabem muito o que dizem quando escrevem ou falam demais. E seus quadrinhos são como um caminhar, e a natureza fez a gente mais para caminhar do que para ficar nos blás-blás-blás da vida. Quanto a Sra. Anônima, ela tem de saber que obra de ninguém conseguirá tratar de forma satisfatória de todas as facetas problemáticas deste mundo. Mas você, Laerte, tem tratado com talento as facetas que você escolhe.

Ricardo Lavalle
- "o paulista radical em Brasília", como uma vez você me chamou. Acho que algum dia coloco esta frase em um quadro! :)

Carol Simionato disse...

Quando comecei a ler a série e a Mirela foi a personagem com as atitudes mais horríveis, eu fiquei triste/me senti mal por ter sido justamente uma outra menina, e por ser uma menina, aparentemente jovem. E só. Também é interessante salientar que, pelo que eu percebi, o primo é que vinha pensando em maneiras de matar a prima e a pequena travesti é quem tentava remediar de forma mais amena. Como eu pude ver nos comentários, não fui a única a interpretar a história de maneira "simples", como interações tensas entre crianças, entre pré-adolescentes numa época confusa.

Eu não percebi NENHUMA REFERÊNCIA às TERFs, e inclusive acho que é um salto enorme achar que fazia referência a isso, quando em NENHUM MOMENTO isso foi MINIMAMENTE INFERIDO sobre a personagem Mirela. Me parece que a pessoa ofendida estava é "procurando" a ofensa, nesse caso, como se aquilo a ofendesse por lembrar uma atitude própria ou desse grupo específico (TERFs), e não por isso ter sido insinuado em nenhum momento pela autora. Não vi nenhuma incitação à violência, além do próprio comentário da "anônima", que desde o começo foi violento e me pareceu exagerado. Eu não gostaria jamais de tentar tirar a voz de uma outra mulher e de chamá-la de "louca" e "exagerada", e espero não estar fazendo isso com a anônima embora tenha sido o que essa pessoa anônima fez com Laerte, ainda acusando de ter incitado violência e misoginia. Acho que acusar uma mulher trans* de misoginia é particularmente horrível porque implica não vê-la como mulher (o que a anônima inclusive insinuou algumas vezes). É triste ver alguém entendendo tão mal assim uma série tão leve, sensível e engraçada, querendo criar uma briga sobre assuntos não-presentes onde não há e, de quebra, ofendendo gratuitamente alguém e lhe negando identidade de gênero. Isso não é só incitação à violência como é, já, violência.

Bem, Laerte, continue com o trabalho ótimo! Te admiro há tempo e só te admiro mais com o passar dele.

Arnon Antunes disse...

Laerte, só tem um jeito:









temos que matar a Censura

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